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09/01/2009

 

Adoro ler coisas com as quais me identifico.

Principalmente se forem coisas simples do dia-a-dia, situações corriqueiras, pelas quais todo mundo já passou, pensou, ou teve o relato de amigos, coisas que enquanto lê, sua cabeça, quase que involuntariamente, movimenta-se concordando. Dessas que o riso é inevitável e que sempre sai um "verdade..."  

Existem grandes escritores, muito habilidosos, que sabiamente passam esses acontecimentos para o papel de forma que deixam de serem textos quando lemos, mas passam a ser conversas, como se ele, o autor, estivesse de papo conosco, um téte a téte de fim de tarde, como velhos e bons amigos de infância..

Por isso minha leitura dentre tantas favoritas, já que não tenho nada de favorito no singular, são as crônicas, volta e meia estou lendo coisas que me pego rindo sozinha, às vezes levo meia hora pra parar, aí pronto! Quero ler pra Deus e o mundo, indico pra todos, faço aquele carnaval, geralmente lêem, talvez pra se livrarem logo do meu massacre literário, ou por serem meus amigos, ou por gostarem mesmo, quem sabe...?

Deixo aqui algumas que acabei de ler... e rir, espero que gostem!

Beijos.

 

SERIAM OS GUARDA-CHUVAS ANTENAS EXTRA-TERRESTRES?

Odeio guarda-chuvas. Já perdi a conta de quantos perdi. Ou melhor, esqueci em algum lugar. E ninguém volta a lugar algum para pegar um guarda-chuva. Na esquina você compra outro por dez reais.

São mais ou menos como as borracharias. Sempre iguais. Não evoluem. Desde o tempo de Cleópatra (basta ver os filmes de época)  lá estão eles. Iguaizinhos. Hoje em dia tem uns que a gente dobra-dobra-dobra e cabe até na bolsa. Mas o trabalho que dá para dobrar e depois desdobrar é sempre mais lento do que a chuva. Mas depois que abrem ficam todos iguais. Tem uns que se aperta um botãozinho e ele se abre automaticamente. Mas, depois de abertos, são iguais.

O guarda-chuva é do tempo das galochas (não confundir com gaspacho e vide dicionário) e do chapéu na cabeça. Nas casas, logo na entrada, tinha um móvel só para eles: o chapéu, a galocha e ele, o guarda-chuva. Como os outros dois objetos sumiram, o móvel também. Agora você vai fazer uma visita e não tem lugar para ele. Fica por ali, pingando. E, geralmente, na hora de ir embora ele não está mais lá. Sumiu.

Era aqui que eu queria chegar: os guarda-chuvas somem. Mesmo dentro da sua própria casa. Sempre que você precisa dele (se é que você tem um), na hora H, cadê?. Vai encontrar o danado num lugar que você tem certeza que não foi lá que havia deixado.

Agora, se tiver um aí, abra e coloque ao seu lado. O que ele parece? Uma antena parabólica. Não seriam os guarda-chuvas antes parabólicas estrategicamente colocados na nossa cultura (há séculos) para observar o nosso comportamento? Não seriam os ETs que mandariam as chuvas para nos observar na hora do desespero? Aquela varetinhas de ferro, por exemplo, são para captar nossos pensamentos. E, se você está sozinho, dentro daquela antena, indo para algum lugar, alguma coisa está pensando. E as varetinha captando os seus pensamentos. Quando estamos em dois ficamos só rindo, já notou? Tá  molhando do meu lado, vira mais pra lá, ih, tá pingando no meu ombro. Os ETs devem achar que pares de namorados só conversam isso. Tudo bobo.

Outro motivo para que eu pense nesta hipótese é o desaparecimento deles. Você, por exemplo, quantos guarda-chuvas já teve na vida? Dezenas? Centenas? Onde foram parar? Onde andarão antenando agora? E o que?

Por exemplo: aquela pontinha de aço que eles têm em cima (ou embaixo, dependendo se ele está aberto ou fechado), é ou não é uma anteninha?

Já os guarda-sóis também são obras de ETs, mas de uma civilização que só pensa em sexo. Colocaram aqui na Terra para observar nossas mocinhas nas praias. São aparelhos mais sofisticados, necessitam ter parte deles enterrada no solo, para que o contato com a Terra seja mais completo.

Já a sombrinha são de ETs românticos, quase do século passado, que gostam de captar apenas papo furado de terráqueos passeando em jardins, jovens noivos dizendo jurar de amor e meninas-moças (ainda existem?) na pracinha do interior a piscar seus juvenis olhos.

Cuidado portanto com estas antenas todas. Não falem nada enquanto estão sob a proteção delas. E quando o seu guarda-chuva sumir não se culpe. A culpa não foi sua. É que ele não tinha mais nada a saber sobre você. Compre um novo. Preto, de preferência, porque os coloridos e quadriculados são de ETs gays. E aquelas varetinha podem virar a sua cabeça. 

A Mulher e o Futebol

Fui logo avisando que não contasse comigo no domingo passado porque era a penúltima rodada do campeonato brasileiro, importantíssima.

- Mas o campeonato já não acabou? Eu vi na televisão a festa do campeão.

- Não, o que acabou foi o da Segunda divisão. O Palmeiras subiu de novo.

- Subiu? Para onde? Como assim? Tou falando dum time azulão.

- São Caetano?

- Tem São Caetano? Não, um de Minas.

- Ah, o Cruzeiro. O Cruzeiro já é campeão. Da primeira divisão.

Ela pensou um pouco.

- Então porque ainda tem jogo?

- É que é por pontos corridos.

- O que é isso?

- Quem faz mais pontos ganha. Não viu o Xongas, não?

- De que time ele é?

- Esquece.

- Não, eu quero entender. Sempre foi assim... já tem campeão e o campeonato continua?

- Meu anjo, é que tem que classificar cinco para o a Taça Libertadores, que é o campeonato sul-americano.

- Mas o sul-americano não está acabando? O São Paulo não perdeu nos pênaltis outro dia? Você ficou aí assistindo até meia-noite e meia. Vê se isso é hora de se jogar futebol. Foi sempre assim? A essa hora?

- Não, é outro campeonato sul-americano.

- Quer dizer que tem dois campeonatos sul-americanos? Por que? Sempre foi assim?

Eu não sabia o porque. Mudo de assunto.

- Além do mais, hoje pode ficar decidido quem cai para a série B. Série B, é aquela que o Palmeiras foi campeão.

- Mas você disse que ele foi campeão da Segunda Divisão. Tem série B e tem Segunda Divisão? Sempre foi assim?

- Olha, antigamente era Primeira Divisão, Segunda Divisão, Terceira Divisão. Agora, é Série A, Série B, Série C. Sei que é um pouco complicado. O meu Linense, por exemplo, disputa a B-1. Entendeu?

- Parece nome de remédio. Sempre foi assim? E quem vai cair para a série B (ou Segunda divisão, viu como eu entendi?)?

- Pois é isso que eu quero saber hoje.

- E o campeão da Segunda divisão, o Palmeiras, depois vai jogar com o Cruzeiro, campeão da primeira, para ver qual é a melhor divisão?

Eu tentando manter a calma.

- Mas o Palmeiras não era da primeira divisão? Devia jogar agora com o Cruzeiro, você não acha? E Fla-Flu, ainda existe?

- Existe, existe.

- Eu acho que não. Porque outro dia eu ouvi na televisão o Galvão Bueno explicando que, se o Flamengo ganhasse de não sei quem, e o Fluminense perdesse de não sei quem, o Fluminense caia. Por que não joga então direto o Flamengo contra o Fluminense?

Peguei a classificação para tentar explicar a situação para ela. Ela ficou olhando a calssificação atentamente. Achei que ela havia entendido tudo, finalmente.

- Que lindo que é a classificação agora! O que é esse monte de asteriscos? Olha que bonitinho. Foi sempre assim? Olha este, que gracinha!, tem três asterísticos. São medalhas? Payssandu. É do Paraguai?

 

Mário Prata - http://www.marioprataonline.com.br/


Escrito por Cecilia Grossl às 13h32
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11/12/2008

Fotografias

 

Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz

Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz

E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

 Leoni/Léo Jaime


Escrito por Cecilia Grossl às 10h20
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27/11/2008

Nunca descuidando do dever

 

Jamais permitiria que seu marido fosse para o trabalho com a roupa mal passada, não dissessem os colegas que era esposa descuidada. Debruçada sobre a tábua com olho vigilante, dava caça às dobras, desfazia pregas, aplainando punhos e peitos, afiando o vinco das calças. E a poder de ferro e goma, envolta em vapores, alcançava o ponto máximo da sua arte ao arrancar dos colarinhos liso brilho de celulóide. Impecável, transitava o marido pelo tempo. Que,

embora respeitando ternos e camisas, começou sub-repticiamente a marcar seu avanço na pele do rosto.

Um dia notou a mulher um leve afrouxar-se das pálpebras. Semanas depois percebeu que, no sorriso, franziam-se fundos os cantos dos olhos. Mas foi só muitos meses mais tarde que a presença de duas fortes pregas descendo dos lados do nariz até a boca tornou-se inegável. Sem nada dizer, ela esperou a noite. Tendo finalmente certeza de que o homem dormia o mais pesado dos sonos, pegou um paninho úmido e, silenciosa, ligou o ferro.

 

COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados.


Escrito por Cecilia Grossl às 15h00
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20/11/2008

Devemos ser a mudança que queremos ver...


Escrito por Cecilia Grossl às 21h31
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29/10/2008

Que o teatro é uma arma em potencial, disso ninguém duvida.

A questão é que a coisa vai muito além disso. As energias que o movem são tão poderosas que muitas vezes nem experimentando a gente sabe explicar. Só sabe sentir.

E coisa que não se explica, desperta e contenta o corpo, mas tortura o cérebro. Estou começando a crer que por mais paixão que você sinta por estudar teatro, por inúmeras vezes você encontra-se em xeque. E isso não é ruim, muito pelo contrário, já que a vida caminha, cresce e se descobre pelas dúvidas e inquietações...  

Li ontem um desabafo do Selton Melo que dizia assim:

 Não vejo a hora de ser um ex-ator” e abaixo a mídia ‘ajudava’: “Ator mostra seu descontentamento pela profissão”.

Claro que para alguém como ele há zilhões de motivos pra que isso aconteça, porque o caro é bom, bonito, trabalhador... E a gente bem sabe que nesse meio há muito mais lugar para os lindos, populares e burros.

Seja por qual motivo for, a vida da gente é um montanha russa independente do que você faça, do que você ame, do que você queira... Nem tudo são flores... Viva as metamorfoses, afinal, se não fossem elas, não teríamos as borboletas...


Escrito por Cecilia Grossl às 12h50
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11/10/2008

Gente Casca

Tem gente que é só casca.

Como se fosse uma árvore cênica.

Para ser vista de longe é uma árvore perfeita.

E pelo tempo, que eu, me disponibilizo a acreditar

Em sua vitalidade, ela, incrivelmente, pode dar frutos;

Ainda que azedos...

Árvores cênicas são feitas para serem vistas de longe.

Assim como as “gente’s” casca.

E quanto mais eu me proponho a acreditar nelas

Mas eu sinto a necessidade de me aproximar

E com a distancia reduzida eu passo a perceber

Que ela não pode dar frutos

Não pode ter vida

Simplesmente porque é cênica

Porque é oca

Porque é só casca

Assim também as “gente’s” casca

De longe é árvore

De longe é gente

De perto é só fachada...

E a sutil diferença entre elas, é

 a lâmina do machado

 


Escrito por Cecilia Grossl às 12h42
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30/09/2008

Minha cabeça anda em vendaval

Muita coisa anda passando por ela

Por isso tenho estado sumida daqui

Nem é por falta do que escrever

Mas por não saber o que escrever

Então, pra não falar abobrinha

Estou resolvendo meus pepinos primeiro!

Beijos

Cecília.


Escrito por Cecilia Grossl às 09h54
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22/09/2008

Demora, mas um dia acontece

E você cansa de juntar os pedacinhos

Até porque o vaso nunca mais volta ser o mesmo

Cada queda novas marcas dos caquinhos fragilmente unidos

E chega uma hora que não adianta mais colar...

Porque você não terá um vaso

Terá só saudade do vaso que tinha

E decepção por colar o que resta

E quando você junta os caquinhos

Acorda pra vida e vê

Que você via um vaso

Mas ele não era um


Escrito por Cecilia Grossl às 20h10
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31/08/2008

Coisas Sem Respostas?

Pra gostar amarra o nome na boca do sapo.

E pra deixar de gostar?

Amarra o nome onde?

Tem dieta pra emagrecer.

Porque não tem sentimental?

E quando da um nó na garganta da gente?

Porque não dá pra desamarrar que nem cadarço?

Porque que é tão fácil falar do seu prato favorito

E tão difícil dizer porque ele o é?

Porque defeito parece qualidade e qualidade parece defeito?

Porque a gente complica quando deveria descomplicar?

E porque não tem guarda-chuva pra tempestades em copos d’água?

E nem remédio de diabetes para cú doce?

E porque a gente não fala em cú salgado?

Porque se despedir é tão difícil e comemorar é tão fácil?

Qual é a diferença entre lágrima de crocodilo e lágrimas verbal?

Aquela que sai quando você tem vontade de falar muita coisa e não diz nada e fala tudo...

Tem diferença?

Porque a gente quebra como vidro?

E se sente de plástico transparente?

Sentir-se nu mesmo vestido.

Ou tirar o vestido e não sentir-se sem?

Porque não tem enchimento pra buracos que se abrem dentro do peito?

Porque tem coisas que são tão simples

 Tão belas

E mesmo pequeninas fazem uma diferença enorme?

E coisas enormes que não fazem diferença?

Porque tem livros de ‘porquês’ pra crianças

E não tem pra adultos?

Por que a gente não tem todas as respostas? Por isso?

Hein?

Ou porque a gente tem resposta de mais?

???


Escrito por Cecilia Grossl às 14h32
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19/08/2008

Férias!

NADA MELHOR QUE FÉRIAS!
ME SINTO COMO UM PASSARINHO QUE SAIU DA GAIOLA
NÃO QUE MEU SERVIÇO SEJA UMA SENZALA...
LONGE DISSO, GOSTO MUITO DELE
MAS FÉRIAS... AH! SÃO FÉRIAS
VOCÊ ACORDA A HORA QUE QUISER
VAI DORMIR QUANDO BEM ENTENDE
FAZ TUDO AQUILO QUE VOCÊ ADORA FAZER MAS NUNCA TEM TEMPO
PODE FICAR DE PIJAMA O DIA TODO SE QUISER
E NEM PRECISA PENTEAR O CABELO
EU PASSEI O DIA BORDANDO PONTO CRUZ HOJE, POR EXEMPLO,
COISA QUE NINGUÉM, EU ACHO, SABE QUE EU GOSTO DE FAZER...
POIS É...
EU SEI QUE DAQUI UNS DIAS EU ENJOO DE FICAR EM CASA
E VAI PARECER QUE NÃO TEM MAIS NADA PRA EU FAZER DE INTERESSANTE
MAS POR ENQUANTO É NOVIDADE!
E HOJE EU DESEJARIA FÉRIAS PRO RESTO DA VIDA!
NA MAIOR CARA DE PAU...





Escrito por Cecilia Grossl às 20h49
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12/08/2008

Coisa de Chinês

Deus me livre ter nascido na China
E nem é por causa dos olhos puxados nem nada
É que desde que assisti a abertura das Olimpíadas
E vi a história daquele chinês enorme que joga basquete
Fiquei horrorizada!
Fiquei me imaginando no lugar daquele pobre coitado...
Ou não né...
Seguinte!
O cara foi praticamente programado
O governo da China organizou e custeou o casamento
Da mais alta jogadora de basquete de lá com o maior jogador
Justamente pra nascer o mais alto e poderoso jogador de todos os tempos...
Tipo vaca de raça com boi reprodutor
Ou aqueles cavalos de raça de competição
Agora eu pergunto:
Onde fica ele nessa história?
E se ele nascesse querendo ser feirante?
Ou Acrobata, ou engenhero, ou advogado???
Hein???
Onde fica a vontade própria?
Vai saber se o cara é feliz...
Se é isso que ele queria pra vida dele.
Da pra perceber que o regime comunista que imperou na China
Ainda é coisa pra ser conjugada no presente...
Bom! Ainda bem que eu nasci aqui!


Escrito por Cecilia Grossl às 19h41
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29/07/2008

Estereótipo.

Se você nasceu com os dedos grandes e finos:

“Olha vai ser um pianista!”

Dane-se se você nasceu apaixonado por cachorros e sonha em ser veterinário...

Se você, menina, nunca brincou de boneca na vida, ao contrário, trocava-as facilmente por carrinhos...

“Olha, olha....vão chamá-la de sapato no aumentativo”

Pra mudar essa opinião só engravidando na adolescência...

E olhe lá...

Se você nasceu mais alto que o “padrão” de altura “normal” e for feio:

“Você vai dar um excelente jogador de basquete”

E se você for lindo:

“...Você é modelo? (...) Pois deveria...”

No meu caso, metade me sugere a quadra e metade queria me mandar pra passarela.

Já experimentei os dois e escolhi o palco.

Agora, independente do seu tamanho, da sua forma e dos seus gostos... as pessoas eternamente passarão tentando te encaixar nessa ou naquela outra função;

Porque “você combina”... “nasceu pra isso”

Deve ser por essas e outras que as pessoas continuam a me perguntar porque eu não faço um teste pra “Malhação”

Aff...


Escrito por Cecilia Grossl às 11h32
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28/07/2008


Neste final de semana assisti “Sobre Meninos e Lobos” com Sean Penn e direção deClint Eastwood. Duas horas e pouco de filme, mas que se passam quase que em quinze minutos.

Não foi à toa que Sean Penn levou o Oscar de melhor ator com esse filme, porque está maravilhoso no papel. O cara não precisa falar nada pra você perceber o que ele está dizendo, trabalho pra poucos...

Pra quem gosta de filmes que nos mostram que o que parece nem sempre é... este é uma boa pedida!


Escrito por Cecilia Grossl às 12h50
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26/07/2008

Micos... Sagüis e King-Kong's ...



Mico é uma coisa muito interessante. Não conheço nenhum mortal que até hoje não tenha pagado pelo menos um. Eu sou rainha no assunto.
O segredo é se fingir de louco. Fazer aquela cara de que não é comigo e pronto. Claro que todo mundo olha pra gente né
Com cara de condenação... Como se existisse um dedo interno na pessoa e ele estivesse quase sendo enfiado dentro do seu nariz
O que mais me intriga é que quem está de expectador do mico age como se nunca tivesse passado por uma situação dessas
Completamente cínico!!! Igual quando alguém peida alto perto de você, a gente age como se não peidasse... não é engraçado?
E quem paga mico pode reagir de muitas maneiras:
1) Fingir-se de louco (que é a que eu mais uso), 2) Rir com os expectadores fingindo ser um cara legal, mas no fundo estar odiando.
3) Ficar bravo e falar palavrão (essa é a pior, porque dá mais motivo pros expectadores caírem no seu pelo), 4) Há quem tente simular um desmaio pra ver se foge da situação né... (mas não sei, tem que ser muito bom pra funcionar).
O mico pode variar na intensidade; entre Sagüi e King-Kong.
Por exemplo: Uma vez eu corri quase uma quadra atrás de um ônibus achando que era o meu, e na verdade era um ônibus de excursão, cheio de crentes dentro, que teve que parar pra me dizer “moça não é ônibus de linha”, esse foi um mico, no meio do Sagüi e do King - Kong, nesse mico eu escolhi a alternativa nº. 2: sorri, linda, e no fundo queria morrer com aquela gente falando aleluia pra mim quando o ônibus seguiu em frente e eu fiquei ali acenando... com cara de moita.
Outra vez, eu invoquei com uma senhora que estava na sala de espera do meu lado, ela tinha um chiclete grudado no canto da testa, quase rente ao cabelo... Me agüentei o quanto pude... Juro! Mas não deu, tive que falar pra mulher que a coitada tava com um chiclete na cabeça... Ai... Porque.... Ela olhou pra mim “é uma verruga filha...” Esse foi King - Kong, nem que eu quisesse me fingir de louca não ia dar. Nesse caso eu poderia ter testado o desmaio... Mas não! Pra piorar tudo o que eu fiz? Adivinha? Sai correndo... E o pior que vira e mexe eu encontro com a tal enchicletada... sem comentários...
Um que deu super-certo fingir-me de louca, mesmo não sendo fácil, foi estreando um all star vermelho, de cano alto... (sonho de consumo na época). Entrei no ônibus (eu e os ônibus...) escolhi o lugar, sentei-me e beleza... Aparentemente tudo normal. Daqui a pouco todo mundo começou a reclamar de um cheio horroroso, e abrir as janelas e se abanar... Teve até criança vomitando e tal... E eu na minha... (na verdade eu nem tinha me tocado ainda da minha culpa na história) aí teve uma menina, lá do banco da frente que olhou pra trás no corredor e falou bem alto: “olha o rasto... alguém pisou no cocô... de porco” alguém... como alguém... alguém EU né!!! Porque o rasto acabava bem no meu banco... Silêncio total. Eu quieta. Todo mundo olhando pra mim, mas eu fiquei firme... fingi que não era comigo... Mesmo depois do motorista ter parado o ônibus pra lavar o corredor... e perguntar se eu queria que ele lavasse o tênis também...
Mico é mico... quem nunca pagou que atire a primeira banana!


Escrito por Cecilia Grossl às 20h17
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25/07/2008

Livros... livros...

Odeio livros de Auto-Ajuda

Aliás auto-ajuda quem os escreve

Já que enriquecem da noite para o dia

Às custas de milhões de pessoas que acreditam

Que estes livros são verdadeiras receitas de vida

Não gosto!

Primeiro porque eu mesmo resolvo meus baratos

Detesto gente dando pitaco na minha vida

Quanto mais páginas tentando me convencer disso ou daquilo...

Ta certo que um pouco é preconceito, porque eu nunca li nenhum desse tipo

Mas só de imaginar eles me dizendo:

“Faça como o gavião e a galinha... respire no momento de tensão com o olho direito, repita três vezes ao dia que a fortuna da sua vida está próxima, perdoe seu amigo que lhe deve 478 reias, se alguém mexeu no seu queijo não mexa no dos outros...”

Enfim...

Não estou certa nem errada, é questão pessoal ler ou não...

Mas eu não leio...

Não quero ser monja nem executiva

Quero viver minha vida como eu bem entender

À luz da minha consciência

E só...

Eu heim...


Escrito por Cecilia Grossl às 14h05
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